Vim te contar o que o filme “Enola Holmes” da Netflix me ensinou.

Enola Holmes, uma garota de 16 anos, não tinha percebido, mas foi criada pela mãe para estar preparada para enfrentar os maiores desafios da vida. Enquanto a menina ia crescendo, a mãe ensinava tudo o que se precisava saber para sobreviver, se defender e ser autônoma. Diferente do que se fazia na época, ela não foi criada numa redoma de vidro como uma menina indefesa, que depende exclusivamente do casamento para ser feliz.

Quando sua mãe desaparece e ela embarca na aventura de investigar o seu paradeiro, Enola acha que está procurando sua mãe, mas o que não sabia era que estava procurando a si mesma. A garota ainda não entendia muita coisa, não sabia qual seu propósito na vida. A jornada, arquitetada pela própria mãe, tinha o propósito de fazer Enola se conhecer, descobrir sua identidade e desenvolver uma autonomia saudável. E foi isso que aconteceu.

Enola, seguindo os enigmas da mãe acaba achando a si mesma nessa aventura pelo autoconhecimento. Ela aprendeu que antes de correr atrás de alguém, precisa primeiro encontrar o seu verdadeiro eu e seguir seu próprio caminho. A lição que Enola Holmes aprende serve para todas nós, jovens mulheres em desenvolvimento.

Antes de querer entrar na vida de alguém de cabeça, precisamos fazer nossa jornada pessoal para desvendar quem somos em Deus, qual o propósito que Ele tem pra nós e o que realmente queremos para nossa vida, e não o que os outros esperam de nós.

Ser madura para tomar nossas próprias decisões e ter a capacidade emocional de bancar tudo o que somos são requisitos importantes para entrar num relacionamento. Afinal, se ainda estamos perdidas em nós mesmas, como encontraremos alguém que nos faça bem? Como se unir a uma pessoa se nossa própria vida está sem rumo? Se recebermos alguém especial no meio dessa bagunça interna, vamos acabar estragando e atrapalhando tudo.

Estar pronta para dividir a vida com outra pessoa é ser consciente de que um relacionamento não deve ser a única fonte de felicidade. E que o cônjuge não será capaz de suprir todas nossas necessidades emocionais. Primeiro, você deve estar bem resolvida consigo mesmo para poder somar com outra pessoa. Casamento é uma soma de partes inteiras.

Quando Enola Holmes entendeu tudo isso e enfim se encontrou, ela conheceu um rapaz que também tinha se encontrado e que já estava lutando pra viver seu propósito de vida. Com os dois inteiros como indivíduos, eles então puderam unir sonhos e objetivos, somando forças e ajudando um ao outro num plano comum. Assim é o relacionamento saudável e satisfatório, que Deus planejou para homem e mulher. Ambos satisfeitos em Deus, um somando ao outro.

Viva a sua vida, mas não porque está procurando alguém, viva porque está procurando a si mesma.” – Enola Holmes

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Cássia de Oliveira
Jornalista anunciando boas novas, cristã com senso crítico até dizer chega, devoradora de livros, fã de Jane Austen e defensora dos direitos das mulheres.