Eu orei TODAS as noites, durante dois anos e alguns meses, pedindo uma coisa para Jesus. Eu orei, jejuei, chorei, fiz campanha, argumentei, gritei, supliquei e fiz tudo que alguém possa imaginar. Durante os dois anos, a resposta Dele havia sido “espera”. Acredito que Ele já tivesse tentado me mostrar que aquilo não era para mim, mas eu estava tão obcecada que não fui capaz de enxergar os sinais. Um dia, orando no chão da sala, Jesus me disse não. Depois de dois anos, Ele claramente disse que não me daria o que eu estava pedindo porque isso me tiraria dele lá na frente. Eu senti meu peito rasgando de fora a fora, e foi a dor mais intensa que senti esse ano. Enquanto eu chorava, pude sentir que Jesus estava comigo, ali, no chão da sala. Eu gostaria de ter dito apenas “Amém, eu confio”, mas a verdade é que eu explodi. Eu questionei o porquê de Ele me fazer esperar tudo isso pra me dizer não, afinal, Ele poderia ter dito na primeira oração e pronto. Ele apenas permaneceu em silêncio do meu lado.

Sabe, eu imagino como o coração de Jesus ficou apertado em me ver naquele estado. Ele sabia a dor que eu estava sentindo, afinal, Ele sentiu uma dor pior quando Deus não O livrou da cruz em prol de um propósito maior. Eu imagino que os olhos dele tenham enchido de lágrimas ao me ver chorando, sabe por quê? Porque Ele não é punitivo, ou vingativo. A dor que eu estava sentindo era fruto da minha própria teimosia, mas Jesus, ao invés de jogar isso na minha cara, sentiu aquela dor junto comigo, porque é isso que Ele sempre faz, sente a nossa dor conosco. Naquela noite, eu pude sentir que Jesus chorava comigo no chão da sala e nada mais me faria confiar totalmente Nele se não fosse isso. Ele conhece meu coração e as limitações da minha fé. Eu consegui entregar a situação totalmente para Ele depois do ocorrido e coloquei todos os meus questionamentos aos pés da cruz. Jesus poderia estar em qualquer lugar do mundo naquela noite de sábado, mas Ele estava chorando comigo no chão da sala. É isso que o amor faz. O amor vem acompanhado de empatia. O amor troca uma multidão de sorrisos para chorar conosco, se for necessário.

(João 11:35)

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Bruna Gabriela
Por fora, 22 anos, por dentro, uma eterna criança. Teimosa, chata, peculiar e mimada. Moro em uma cidade do interior de São Paulo chamada Ribeirão Preto, mas na verdade só estou aqui de passagem, pois pertenço, inegociavelmente, ao céu. Vivo olhando para o alto com cara de apaixonada como quem olha com admiração para um retrato de casa. Acredito, sobretudo, no amor, em especial, no amor de um Deus, soberano e majestoso que, mesmo sem eu merecer, me chama de Filha.