Eu gritei, chorei, esperneei, perguntei aonde é que Jesus estava (mesmo sabendo que Ele estava bem ali, ao meu lado) porque eu queria respostas. Repeti esse processo cansativo de criança mimada e birrenta durante dias, até que tudo foi se acalmando aqui dentro e eu entendi que isso não me levaria a nada.

Eu havia feito várias perguntas para Jesus, mas elas não haviam sido respondidas em meio ao meu surto. Certo dia, Jesus me chamou com um tom extremamente confortante e caminhamos em silêncio durante uma longa estrada, eu ainda estava chateada, porém, mais calma dessa vez. Refiz algumas perguntas, mas Ele permaneceu em silêncio.

Não era um silêncio intimidador, nem de desprezo, era apenas um silêncio, apesar de ter uma pergunta ecoando ali. Além do mais, era o silêncio de Jesus. Eu achei que Ele nunca responderia nada do que eu havia questionado, quando enfim, chegamos às respostas.

Ele não me deu as respostas, Ele me levou até elas depois que meu coração já havia se acalmado, e então eu entendi. Jesus nunca vai gritar conosco durante uma tempestade só porque estamos desesperados por respostas. Jesus é calmaria, paz.

Ele nunca vai querer medir voz com o nosso caos. Nós é quem devemos calar os monstros que vivem em nós para só assim, conseguirmos ouvir as respostas de Jesus. Ele sempre irá nos amparar e acolher, mas precisamos nos desprender do que nos desprende dEle.

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Bruna Gabriela
Por fora, 22 anos, por dentro, uma eterna criança. Teimosa, chata, peculiar e mimada. Moro em uma cidade do interior de São Paulo chamada Ribeirão Preto, mas na verdade só estou aqui de passagem, pois pertenço, inegociavelmente, ao céu. Vivo olhando para o alto com cara de apaixonada como quem olha com admiração para um retrato de casa. Acredito, sobretudo, no amor, em especial, no amor de um Deus, soberano e majestoso que, mesmo sem eu merecer, me chama de Filha.