Já ouvi muito: “os opostos se atraem”. E nesse ditado tão famoso, vejo pessoas lutando para se encaixar com alguém que tem nada em comum. Então eu digo algo além disso. Os opostos não se atraem: os opostos se machucam!

É comum gostarmos de pessoas que tem algo diferente de nós. Sentimos que dessa forma podemos nos sentir completos. Como se o oposto pudesse ser sinônimo de equilíbrio. Você gosta de sair, mas o namorado não. Você não bebe, mas o namorado não abre mão da bebidinha.

E nessa luta de se encaixar com alguém que é tão diferente de você, você se machuca. As brigas se tornam recorrentes, pelo simples fato de que você não “manda o calçado embora”, sem enxergar que “esse calçado nunca te serviu”.

Nos encaixar em um local que nunca foi para nós, machuca. Machuca ter que ficar expondo sua opinião e forma de agir para alguém que não concorda com você. E acima de tudo isso, Deus já pediu para que não nos colocássemos em jugo desigual. O motivo é simples: dá problema.

É diferente quando você é estressada, mas seu namorado não é cabeça quente e te ajuda a se acalmar. Quando você é impaciente, e ele consegue te dar outras opções de como agir. Mas isso nada tem a ver com o comportamento.

Você tentar se unir com alguém que cresceu e foi ensinado de uma forma totalmente diferente da sua, pode chegar a duas coisas: um milagre ou uma dor de cabeça. Dor de cabeça em bater tantas vezes na mesma tecla, e a pessoa não mudar. Até por que… Por que ela deveria mudar, e não você? Ou um milagre, de você conseguir manter um relacionamento em que um gosta de A, e o outro de B.

O equilíbrio do casal deve ser encontrado de forma mansa, com amor. Pois o amor é benigno e não se alegra com a injustiça. Mas se você está tentando resolver os problemas aos berros, pense: estou em equilíbrio, ou só passando nervoso mesmo?

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Gabriele Sauthier
Nasceu em 93. Faz doutorado em Biologia. Apaixonada por livros, desenhos e animais. Idealizadora do @faleicomamor.