Já ouvi por várias vezes pessoas dizendo que amar é um ato de coragem. Confesso que inicialmente não entendia o motivo de dizerem algo que ao meu ver soa de uma forma tão “radical”. Quero dizer, na minha ideologia, para amar bastaria ter um coração, mas com o passar do tempo, pude perceber que não é bem por aí.

Amar é abrir mão de si todos os dias por pessoas que talvez nem te valorizem tanto quanto você as valoriza. É guardar a tua dor num potinho e cuidar da dor do outro, é tirar forças em meio a toda tempestade que está em você para dizer ao outro que vai ficar tudo bem (e você realmente crê que vai).

O amor dói e confesso que precisei de tempo para descobrir isso. Na verdade, o tempo que gastei foi para entender a diferença entre o gostar e o amar. Não escolhemos gostar de alguém; isso é algo involuntário, mas, escolhemos amar.

A pior descoberta que fiz sobre o amor até hoje, é que ele é livre. Quando amamos alguém, não podemos guardar a pessoa no quartinho dos nossos achismos. Quando realmente escolhemos amar alguém, deixamos com que ela faça suas próprias escolhas. Escolhas essas que muitas vezes, irão machucá-las.

Aliás, aprendi que não podemos privar ninguém da dor e na verdade, nem devemos.

A dor traz em dias o crescimento que a felicidade não traz em anos. Infelizmente!

Se você ama alguém, permita que a pessoa erre, rale os joelhos e parta o coração.

Quero adiantar que isso vai doer mais em você do que na pessoa amada, mas ore por ela e espere. Deus só entra em corações partidos.

Ofereça-lhe seus abraços, atenção, carinho, cuidado e tempo; respire fundo e por fim, ame. Porque o amor é no final de tudo, um ato de coragem.

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Bruna Gabriela
Por fora, 22 anos, por dentro, uma eterna criança. Teimosa, chata, peculiar e mimada. Moro em uma cidade do interior de São Paulo chamada Ribeirão Preto, mas na verdade só estou aqui de passagem, pois pertenço, inegociavelmente, ao céu. Vivo olhando para o alto com cara de apaixonada como quem olha com admiração para um retrato de casa. Acredito, sobretudo, no amor, em especial, no amor de um Deus, soberano e majestoso que, mesmo sem eu merecer, me chama de Filha.