Nossa educação sobre amor foi toda baseada em comédias românticas hollywoodianas que não mostram a realidade de um relacionamento saudável. Fomos ensinados que o amor é o bastante para fazer um relacionamento funcionar, não importando se o casal tem diferenças gritantes de personalidade, visão de mundo e estilo de apego incompatíveis.

E é por isso, que quando encontramos alguém na vida real que, apesar de não ser capaz de atender nossas necessidades mais básicas de apego, torcemos e insistimos em dar certo, assim como torcemos pelo casal improvável das comédias românticas que assistimos. Nós, realmente, não fomos educados para amar.

De tanto ver a clássica fórmula do casal que se odeia e vive brigando, mas que no final fica junto, hoje temos dificuldade de entender que o amor verdadeiro significa paz mental. Confundimos o amor com drama, confusão e sofrimento. Imaginamos que uma história romântica precisa ser como um enredo de cinema feito de altos e baixos. Mas, este não é o plano de Deus para nossa vida amorosa.

O Pai criou o casamento para ser uma bênção e uma fonte de felicidade e amparo para termos em nossa vida. A psicologia descobriu o que Deus já tinha observado lá no Éden que não era bom o homem viver sozinho: quando duas pessoas estabelecem um relacionamento íntimo, elas regulam o bem-estar psicológico e emocional uma da outra.

E é por isso que a escolha de com que você vai se casar é tão importante e séria. Para termos um relacionamento satisfatório precisamos cuidar para não cair na armadilha de se relacionar com alguém com um estilo de apego que se choca com o nosso tipo, como o caso do ansioso-evitante.  Veja por que:

Enquanto o ansioso quer proximidade e intimidade, o evitante quer manter certa distância emocional ou física. O ansioso precisa se sentir amado e confortado, já o evitante envia mensagens contraditórias e tendem a desvalorizar o parceiro. O evitante deixa o relacionamento com vários pontos de interrogação e não deixa suas intenções claras, porém o ansioso precisa saber exatamente que tipo de relacionamento eles estão tendo.

Viu como é impossível evitar choques e conflitos? Estilos de apego incompatíveis pode causar muita infelicidade no casamento, mesmo quando o casal se ama. Quando nosso parceiro é incapaz de corresponder às nossas necessidades de apego, nosso bem-estar emocional é prejudicado. Nossa maneira de nos enxergar e até se iremos acreditar em nós mesmos para realizar nossos sonhos são afetados. Pesquisas apontam que uma hora ou outra esse relacionamento conflitante vai acabar em divórcio.

Precisamos ser conscientes sobre o nosso estilo de apego para saber o que desejamos num relacionamento e o que não podemos aceitar. Quem não sabe o que quer, aceita qualquer coisa e acaba com o coração quebrado. A maior lição que tiramos da Teoria do Apego é que devemos procurar alguém compatível com nosso estilo de apego.

Não perca tempo com quem não tem responsabilidade de garantir seu bem-estar, porque diferente do que se fala hoje, suprir nossas necessidades emocionais não é apenas responsabilidade de nós mesmos, mas é também do nosso parceiro. Num relacionamento verdadeiro ambos são responsáveis por cuidar do outro.

Então, não desperdice a chance de viver um amor seguro e completo. A felicidade no casamento pode ser real, e isso não tem a ver com sorte ou acaso como nas comédias românticas, tem a ver com escolhas na vida real.

Photo by Jonathan Borba on Unsplash

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Cássia de Oliveira
Jornalista anunciando boas novas, cristã com senso crítico até dizer chega, devoradora de livros, fã de Jane Austen e defensora dos direitos das mulheres.