Constantemente, recebo centenas de desabafos de minhas leitoras, dentre eles,  existem queixas de que estão numa relação “empacada”. Você não sabe o que significa empacada? Traduzo: é algo que não desenrola, que não tem definição, que não engata, que não sabe se vai ou se fica. Ah, essa tradução é por minha conta, não busquei no dicionário.

Eu me pergunto como elas têm essa paciência e otimismo de esperar por algo que está na cara que não tem futuro. Elas possuem todas as evidências de que estão numa barca furada, mas se recusam a pular dessa embarcação. Elas se recusam a pisar em terra firme e traçar outro rumo para suas vidas.

Me perdoe se você se identifica com esse texto, tenho consciência de que não é um texto fofinho, mas ele é necessário, eu sinto. Sabe, me corta o coração ver tantas mulheres incríveis mergulhadas em relacionamentos desgastantes e tóxicos.

Querida, eu não estou te julgando, tampouco estou faltando com empatia, é só um desabafo sincero que faço nesse texto. O que você ainda está esperando para entender que nenhum relacionamento prospera se apenas um lado se dedica, se apenas um lado ama, se apenas um lado investe, se apenas um lado se compromete? Até quando você vai esperar algo desse relacionamento? Esse homem nem te assume, nunca te assumiu.

Me diz como é se relacionar com alguém que nunca te inclui em nada, que nunca te prioriza. Você nunca sabe quando vai ver essa pessoa; nunca sabe quando vai receber uma mensagem. Você está tão desnutrida afetivamente que quando chega uma migalha dele, você se sente diante de um banquete, mas isso está longe de ser o que você merece.

Você já nem sabe o que dizer quando alguém te pergunta você está namorando. Você não sabe se tem um ficante, um namorado, ou alguém que tira proveito da sua carência de vez em quando.

Me perdoe se esse texto te deixou mal, mas eu precisei escrevê-lo. Acorda em quando é tempo.

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Ivonete Rosa
Escrevo por qualquer motivo: euforia, tédio, nostalgia, amor etc. Eu encontro na escrita uma forma de organizar minhas emoções. Ao contrário da maioria das mulheres, não sou muito falante. Contudo, me considero uma ouvinte atenciosa e interessada (é o que me dizem). Sou estudante de Psicologia por vocação, Bombeira Militar por ofício e Escritora por paixão…visceral.