Você namora ou é casada com alguém que é o seu oposto ou que é muito diferente de você? Aposto que já passou muitos momentos de nervoso e estresse por conta das diferenças. Eu te entendo, já passei por isso também e sei que não é uma tarefa fácil, mas é uma missão possível!

Vamos começar lá na raiz, para entendermos de onde vem essa dificuldade de lidar com as diferenças. Quando você nasce, é como uma folha em branco, à medida que vai vivenciando as situações da vida com sua família, amigos e com a sociedade, acaba criado uma forma própria de ver, de olhar para o outro e para o mundo, é como se você tivesse seus próprios óculos, e enxergasse tudo através dele. Chamamos isso de crenças, e são elas que te levam a pensar, demonstrar suas emoções e a agir.

Quando você encontra alguém ele também tem seus  próprio “óculos”, é ai que está o “problema”, cada um pensa, sente e age de modo diferente. E o que fazer diante disso?

Seja flexível

Tenha consciência de que nem sempre a forma que você aprendeu a lidar com a vida é forma correta, não tome suas verdades como verdade absoluta, pode ser que a outra pessoa aja de outra maneira e que também consiga resolver determinada situação.

Seja empático

Pensar em você é algo muito importante, mas olhar para o outro também é. Tente entender o por que ele age de determinada maneira, as vezes ele passou a vida toda agindo assim, mudar é uma tarefa difícil, a pessoa precisa querer e leva tempo. Então respeite o tempo do outro.  Porem se a pessoa não quiser mudar não há o que fazer.

Converse

Diga para seu parceiro quais as suas necessidades físicas e emocionais, o que você gosta e se sente bem e o que te faz sentir-se irritada, triste… Por mais que você pense ser obvio algumas atitudes e espera isso de seu parceiro, lembre-se que o obvio também precisa ser falado, pois talvez para ele não seja tão obvio assim. Afinal, ninguém nasceu com uma bola de cristal na mão para conseguir ver o que esta passando na mente do outro. E preciso falar!

Não compare sua historia de vida com a dele

Cada um sabe a dor que sente e aonde o sapato aperta. O que é pequeno para um pode ser grande para o outro, o que causa dor para um pode não causar para o outro. Portanto respeite a vivencia e as limitações de seu parceiro.

Em relação a antigos relacionamentos, não adianta se comparar com antigas namoradas ou namorados, se seu parceiro quisesse estaria com outra pessoa, se ele esta com você é porque te escolheu para seguir a vida com ele. O passado deve ficar para trás. O que foi feito para ser vivido é o presente.

 Não ataque

Não tente focar nas ações que a outra pessoa fez, foque na forma que você se sente diante das ações do outro, para que seu companheiro possa entender como isso pode lhe machucar. Tente não fazer isso com raiva, dizendo todas as coisas que não te agrada com ar de agressividade, a probabilidade de a pessoa responder de forma agressiva é muito grande e pode ser que ele não ouça e o problema nem seja resolvido.

Perceba se as diferenças é algo aceitável e que da para ser convivido

Recebo muitas perguntas de pessoas querendo saber se da para conviver com a diferença de idade, de crenças, religião… Tudo vai depender do grau de sofrimento que essas diferenças trás para sua vida. É algo que você consegue conviver? Você esta disposto a aceitar as consequências que isso poderá trazer para você?

As diferenças também são importantes

Quando convivemos com alguém diferente de nós temos a possibilidade de sairmos dos extremos e tentar manter o equilíbrio, ou seja, se seu parceiro é mais racional e você mais emotiva, ele pode te ajudar a trabalhar sua racionalidade e você posso ajuda-lo a trabalhar suas emoções. Se você tem muitos medos e seu parceiro não tem ele pode te ajudar a ser menos medrosa.

Aproveitem o melhor de cada um, para ser somado na vida um do outro e cresçam juntos.

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Jéssica Rodrigues
Psicóloga, 29 anos. Apaixonada por gatos. Amo viver e poder ajudar outras pessoas a encontrarem um sentido para a vida.